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PARALISAÇÃO GAÚCHA

Sindicato gaúcho na luta pelo piso dos professores

Sindicato gaúcho na luta pelo piso dos professores

Porto Alegre (Sartori, vá se esconder na Tumelero! * tradução ao final) – Amanhã a rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul vai parar, por convocatória do sindicato estadual, o CPERS (ver aqui). Nem Yeda Crusius (PSDB) e nem Tarso Genro (PT) pagaram o piso salarial em momento algum de seus mandatos como governadores. José Ivo Sartori (PMDB) parece seguir na mesma balada.

Por lei nacional, hoje nenhum professor com jornada de 40 horas semanais e formação em  magistério de nível médio poderia ganhar, como vencimento básico, menos que R$ 1.917,78 no início de sua carreira. Note-se que receber esse valor não deixa ninguém rico, não é nenhuma grande maravilha, muito menos absurdo. Porém é o que manda a lei, o que a luta dos trabalhadores conquistou, e já é um grande avanço em relação a situação anterior, em que inexistia piso. Mas as docentes gaúchas ganham o equivalente a R$1260,20 – uma vergonha, uma aberração, algo inaceitável.

Meu filho não terá aula amanhã. Estou satisfeito por ele aprender que sua professora luta por seus direitos. E que tem o apoio incondicional de seu seu pai, apesar dos contratempos e da logística doméstica abalada. Força, professoras!!!

* Pros não gaúchos:  o então candidato a governador debochou do piso dos professores, fazendo referência às lojas de materiais de contrução Tumelero, bastante conhecidas por estas bandas, onde a categoria docente encontraria “piso”.

SECRETIN@S

Vieira da Cunha: o então candidato a governador em 2014

Gramado (é, curtindo férias – após passear posto mais sobre UFRGS / Vestibular) – Então, vamos dar uma olhada na trajetória do recém empossado Secretário de Educação do RS para saber por onde andou, o que fez, com quem andou… quem pagou suas contas…

No site do Tribunal Superior Eleitoral é possível ver quanto os candidatos gastaram em suas campanhas e quem as financiou. Veja aqui.

Vieira da Cunha declarou ter recebido  R$2,1 milhões em doações para sua campanha a governador em 2014. Uma pechincha perto de seus concorrentes Sartori  (R$10,8 milhões) e Tarso Genro (R$11,4 milhões). Seus principais financiadores foram: R$180 mil Zaffari, R$ 100 mil Quantic Distribuidora (???), R$80 mil Ipiranga Petróleo, R$65mil CMPC Celulose, R$50 mil Vonpar Refrescos, R$40 mil Evora S/A, R$40 mil Taurus, R$20 mil Marcopolo. Também recebeu centenas de doações até R$1 mil advindo de pessoas físicas, típico de candidato que possui grande número de apoiadores, militantes, amigos, familiares engajados.

A título de comparação, Vieira da Cunha se elegeu deputado federal em 2010 recebendo R$885 mil em doações. Naquela ocasião seus principais doadores foram: JBS (dona da Friboi-   R$200 mil), Gerdau (R$70 mil), Zaffari (R$30 mil), Marcopolo (R$20 mil), Taurus (R$20 mil), várias construtoras e imobiliárias. Nota-se que ele tem “parceiros” fiéis. Lá também teve dezenas de doações de até R$500 de pessoas físicas.

Se o dito “diga-me com quem tu andas…” tem algum sentido taí um povo que anda com o Vieira da Cunha. Uma observação é fundamental: as grandes empresas costumam ser “democráticas” e doam para vários candidatos (Zaffari e Gerdau, por exemplo). Acendem velas pra Deus e pro Diabo…

SECRETIN@S

Vieira da Cunha: novo Secretário de Educação do RS

Porto Alegre – O Estado do Rio Grande do Sul tem novo Secretário de Educação: Vieira da Cunha, 54 anos, é formado em Direito, estava exercendo seu segundo mandato como Deputado Federal e foi candidato ao Governo do Estado em 2014.

Carlos Eduardo Vieira da Cunha é fiel ao seu partido há 33 anos, estando filiado ao PDT desde 1981, tendo sido vereador da capital gaúcha, exerceu 3 mandatos como Deputado Estadual, presidindo a Assembleia Legislativa.

Seu vínculo com a educação é quase nulo. Vieira da Cunha é Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, licenciado para exercer seus mandatos eletivos. Em suas passagens pelos legislativos se notabilizou por participar de Comissões de Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Seguridade Social e Família.

Mas talvez seja injusto dizer que não existe nenhum vínculo de Vieira da Cunha com a educação, afinal, ele é filiado ao PDT… E é notório o papel central da educação no programa do Partido Democrático Trabalhista. Também pode se dizer que o PDT reputa à educação uma função salvacionista, redentora e o partido consegue ir pouco além de bater infinitamente na tecla das escolas de “turno integral”.

Bem, Vieira da Cunha não nasceu ontem, fez uma campanha de governador equilibrada, fugindo da tentação dos outros concorrentes de baixar o nível da campanha e disparar ataques pessoais ou despolitizados. Uma das perguntas é: ele vai cumprir o programa do PDT como membro de uma coalizão junto ao PMDB? Ou vai assumir as (parcas) ideias do governador eleito, o Sartori? Eu aposto na primeira opção, e você? Voltarei ao assunto…