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PARALISAÇÃO GAÚCHA

Sindicato gaúcho na luta pelo piso dos professores

Sindicato gaúcho na luta pelo piso dos professores

Porto Alegre (Sartori, vá se esconder na Tumelero! * tradução ao final) – Amanhã a rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul vai parar, por convocatória do sindicato estadual, o CPERS (ver aqui). Nem Yeda Crusius (PSDB) e nem Tarso Genro (PT) pagaram o piso salarial em momento algum de seus mandatos como governadores. José Ivo Sartori (PMDB) parece seguir na mesma balada.

Por lei nacional, hoje nenhum professor com jornada de 40 horas semanais e formação em  magistério de nível médio poderia ganhar, como vencimento básico, menos que R$ 1.917,78 no início de sua carreira. Note-se que receber esse valor não deixa ninguém rico, não é nenhuma grande maravilha, muito menos absurdo. Porém é o que manda a lei, o que a luta dos trabalhadores conquistou, e já é um grande avanço em relação a situação anterior, em que inexistia piso. Mas as docentes gaúchas ganham o equivalente a R$1260,20 – uma vergonha, uma aberração, algo inaceitável.

Meu filho não terá aula amanhã. Estou satisfeito por ele aprender que sua professora luta por seus direitos. E que tem o apoio incondicional de seu seu pai, apesar dos contratempos e da logística doméstica abalada. Força, professoras!!!

* Pros não gaúchos:  o então candidato a governador debochou do piso dos professores, fazendo referência às lojas de materiais de contrução Tumelero, bastante conhecidas por estas bandas, onde a categoria docente encontraria “piso”.

GREVE EM PERNAMBUCO

Greve em Pernambuco

Porto Alegre (toda força às companheiras pernambucanas!) – Tava eu tomando meu cafezinho em Olinda e ao bater papo com uma colega com quem compartilhei a mesa fui atualizado da situação salarial e da carreira local. O povo lá está em estado de greve há mais de um mês, pois o governo se recusa a pagar o piso salarial para todos professores. Amanhã, dia 17/04 (6a f)  tem assembleia da categoria e desejo que tenham condições de seguir firmes na sua justa luta – mais informações aqui.

 

O cameraman é de araque, o equipamento uma porcaria, mas a fala é excelente, acreditem! No vídeo acima, a Profa. Magna Katariny de Moura, diretora de Imprensa e Comunicação do Sindicato do Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE), explica o rolo em que o Governo Estadual está enfiando a categoria.

Alguns tópicos. Pela lei do Piso Salarial Profissional Nacional, todo o magistério do país teria direito a um reajuste de 13,01% em seus vencimentos básicos, em 2015. Porém, o governo pernambucano aprovou lei na Assembleia Legislativa concedendo este percentual para apenas 1770 professores (de um total de 49.800!). Estes são os professores que possuem formação em magistério de nível médio (o antigo Normal). A dita lei prevê ainda o enorme reajuste de 0,89% para outros 2289 professores, os quais possuem formação em nível de graduação. Estes magnatas passariam a ganhar muuuuito mais que os colegas com nível médio: R$15,00 a mais!!! Pros demais – a maioria! – reajuste ZERO.

O que estão fazendo no estado de Paulo Freire – que deve estar se revirando no túmulo – é o desmantelamento do plano de carreira, reduzindo (e quase suprimindo) os avanços salariais por formação.

E pra fechar a situação tenebrosa, a rede estadual de Pernambuco possui em seus quadros 44% de professores precários, contratados temporariamente. Absurdo dos absurdos, mas infelizmente não é exclusividade pernambucana, pois outros governadores (incluindo RS e SP, por exemplo), fazem economia há anos com o orçamento da educação, não pagando direitos trabalhistas, tratando professores como algo descartável, gerando instabilidade nos sistemas de ensino.

O Ministério Público já está questionando a lei aprovada e ficamos aqui torcendo para que nossas colegas consigam reverter a barbárie em Pernambuco.

Mas eu não tomei café com a Magna e sim com a simpática Profa. Roza Maria Pedra Rica, diretora da Secretaria de Aposentad@s do SINTEPE. Agradeço Magna e Roza, desejando muita força às companheiras do Pernambuco!

Tá aqui a Roza comigo – partilhamos uma mesa de cafezinho e o papo gerou este post

Tá aqui a Roza comigo

 

PISO NOVO R$1917

O vestido não me interessa: o piso tá ficando bonito!

Gramado (quente pra dedéu) – Ontem o MEC divulgou o novo valor do piso salarial profissional nacional do magistério: R$1917,78. Os Poderes Públicos devem reajustar os ganhos docentes a partir do mês que vem. Dilma passou na primeira prova de seu segundo mandato cujo lema é “pátria educadora” e seu Ministro Cid Gomes mostra força, tendo em vista a pressão feita por governadores e prefeitos para que o reajuste fosse menor do que o anunciado.

Pra quem não sabe:

1) Esse é o valor para um professor em início de carreira (quem estiver em pontos mais avançados de sua trajetória profissional devem ganhar ajustes de acordo com o seu plano de carreira);

2) O valor é referente aos docentes que tenham formação de magistério de nível médio (o antigo “Normal”; quem tiver formação maior deve ganhar de acordo com o respectivo plano de carreira);

3) Os R$1917 são relativos a jornadas semanais de 40 horas (outras cargas horárias devem ter reajustes proporcionais);

4) É válido para toda a Educação Básica (da Educação Infantil ao Ensino Médio – Superior tá fora);

5) Só atinge os funcionários públicos (a rede privada não é abrangida pela lei – viva o livre mercado…E para constar, muuuitos professores de escolas privadas recebem menos que o piso, além de não ter carreira e outros direitos das redes públicas – um dia voltamos a isso)

6) Apesar de ter embasamento legal, o aumento não é automático, fazendo com que tanto redes estaduais quanto municipais não cumpram o valor (o estado do Rio Grande do Sul, por exemplo) – a disputa deve ir para a justiça – e força aos sindicatos!!!!

7) Essencial: Dilma e Cid Gomes anunciam o valor, mas quem paga são governadores e prefeitos. Em outras palavras: abano com chapéu alheio…

Mais tarde volto com outras coisinhas sobre piso e a inabalável campanha pelo fim do vestibular.