Tag Archives: greve

SINDICALISMO VERGONHOSO 2

Mobilizar para tirar férias, negociar para pelegar!

Mobilizar para tirar férias, negociar para pelegar!

Porto Alegre (greve nas férias) – E a tal da votação eletrônica do sindicato pelego começou hoje e vai até dia 03/07 (ver aqui).

E eles (ADUFRGS / PROIFES) aprenderam como fazer greve: nas férias!!!

Em 2012 foi a mesma coisa. Mas só entraram em greve porque os militantes do ANDES (eu no meio) fomos pra Assembleia de votamos pela adesão ao movimento nacional. Eles aprenderam a lição e, em 2013, mudaram o Estatuto da ADUFRGS / PROIFES. Agora greve é decidida apenas em votação eletrônica (ver artigo 24, uma obra de arte!)

Agora propõem bravos, indignados, ultra mobilizados que a greve tenha início dia 07 de julho. Quase dá pra ouvir os caras dizendo: “Vou terminar minhas aulas, relatórios, reuniões e sair de greve, ops, férias”.

Na Assembleia da ADUFRGS ocorrida há poucas horas não houve consenso sobre isso. Oito militantes votaram contra a diretoria, querendo que a greve tivesse início dia 03 de agosto. Perderam, pois outros vinte votaram junto com a brilhante direção sindical.

Agora eles precisam mobilizar as bases pra greve acontecer. Necessitam que 20% dos filiados façam o enorme esforço militante e cliquem no portal da entidade. E aí contam os aposentados… (diria que controverso…). Sem 20% a decisão não vale, seja ela qual for (sim ou não à greve dia 07 de julho).

O Planalto treme de medo!!!

O Planalto treme de medo!!!

Mas não se preocupem, pois a Direção prometeu enviar emails diários aos filiados, convocando para a luta com seus mouses em punho…

Eu não voto. Não vou respaldar essa palhaçada.

SINDICALISMO VERGONHOSO 1

Isso que é mobilização: decidir greve por um clique...

Isso que é mobilização: decidir greve por um clique…

Porto Alegre (sindicato virtual) – Os docentes da UFRGS têm dois sindicatos. Sou filiado a ambos. A Seção Sindical do ANDES na UFRGS, a qual deliberou por entrarmos em greve, tendo início hoje, 29/06. E a ADUFRGS, filiada ao PROIFES.

Tenho orgulho dos militantes do ANDES e tenho vergonha da direção da ADUFRGS / PROIFES. Um sindicato que compreende mobilização e organização tendo como principal fórum de deliberação uma votação eletrônica é patético. É desmobilizador, é anti-movimento, é comodista, é preguiçoso, é pelego. Taí a íntegra do edital:

pauta adufrgs greve detalhe

 

Mas na aberração que eles insistem em chamar de sindicato colocaram uma assembleia com o objetivo de… dar início à votação eletrônica! Taí os cerca de 30 colegas que compareceram para a deprimente cena mobilizatória, agora há pouco:

adufrgs votação assembleia 29 06 2015

Foi interessante, pois a transmissão online funcionou e foi gravada. Assim, assisti uns trechinhos – mas depois não localizei de novo o link, pois seria democrático e transparente – didático! – se eles mantivessem no ar para mais gente aprender como se faz a luta…

ENTRANDO EM GREVE

Governo não dialoga: greve é a alternativa

Governo não dialoga: greve é a alternativa

Porto Alegre (a UFRGS não será a última!) – A greve dos docentes das instituições federais de ensino superior teve início em 28 de maio e contava até o momento com a adesão de 35 instituições – ver aqui. A Seção Sindical do ANDES na UFRGS convocou Assembleia Geral dos Docentes para a noite de ontem na qual se decidiu pela nossa entrada no movimento.

Assim, hoje a reitoria será informada oficialmente e, cumprindo a lei de greve, paralisaremos nossas atividades a partir de segunda-feira, dia 29 de junho. Seremos a 36ª instituição federal a aderir à greve. Em 2012 brincávamos se a UFRGS seria a última a entrar na greve ou se seria a única a não entrar… a história mudou. Somos a primeira do Rio Grande do Sul e desejamos assim estimular outros colegas a se juntarem a nós, não sendo únicos ou últimos…

Deliberamos também que uma das medidas imediatas a serem adotadas será a retenção de conceitos, não postando as notas das disciplinas sob nossa responsabilidade no portal da universidade.

Discutimos a situação das negociações nacionais, sem nenhum avanço por parte do Governo Federal, o qual protela contatos e busca ganhar tempo e esvaziar o movimento.

Debatemos também as pautas de reivindicações nacionais (aqui) e não restou dúvidas de que temos motivos e razões de sobra para ingressar na greve.

E também iniciamos uma rica discussão sobre as nossas lamentáveis condições de trabalho na UFRGS. A universidade de “excelência” é uma lenda, a qual estamos desmascarando. Ao tratar da pauta local, notamos que a nossa reitoria omite informações, por exemplo, sobre os cortes orçamentários, e atua deliberadamente contra nossos direitos, como no sequestro de nossas progressões funcionais.

No levantamento sobre as condições das unidades de ensino temos relatos, por exemplo, sobre as condições degradantes do Instituto de Psicologia, da precariedade absurda em que se encontra o Instituto de Artes e dos perigos a que estão expostos os que trabalham e estudam no Colégio de Aplicação.

Sobre a Faculdade de Educação também listamos uma enormidade de aspectos que explicitam a inexistência da propalada “excelência”. Mas isso é tópico para outros posts, nos próximos dias…

Agora é hora de informar a comunidade e mobilizar @s colegas. Nem todos entrarão em greve, como sempre. Alguns jamais entrarão em movimentos coletivos, é fato. E como sempre as formas de participar da greve serão distintos. Nem todos que apoiam a greve estarão nas manifestações ou assembleias. Alguns participarão mais no contato com os estudantes. Outros preferirão estar presentes nos debates apenas nas suas unidades. E movimento é assim, múltiplo.

Agora é hora de juntar forças com os trabalhadores técnico-administrativos, já em greve desde o final de maio. É hora de aprofundarmos as relações com @s estudantes, mantendo o caráter formativo do movimento grevista e partilhando pautas, como as reivindicações de melhores condições de segurança nos campi, ampliação e melhoria nos restaurantes universitários, na moradia estudantil etc.

O movimento grevista não é pra enfraquecer ou derrubar um governo. É pra disputar com setores conservadores e reacionários os rumos do Estado brasileiro. É pra mostrar a força dos movimentos sociais e garantir que direitos não sejam reduzidos, para que racionalidades economicistas não nos conformem em arcar com ajustes de uma sociedade injusta.

Aos que quiserem acompanhar os nossos passos e partilhar de nossa luta é só se manter em contato com a Seção Sindical do Andes na UFRGS.

CRECHE UFRGS E GREVE

Piquete da greve na UFRGS em frente da creche

Piquete da greve na UFRGS em frente da creche

Porto Alegre (polêmicas…) – Hoje de manhã a creche da UFRGS não abriu. A entrada foi bloqueada por servidores em greve. Pais, mães e filh@s chegaram e tiveram que voltar pra casa. Isso está gerando indignação, revolta, movimentos.

Também estive no frio da manhã com o Rodrigo e voltamos pra casa. Mas antes conversei com os manifestantes.

Toda greve gera transtornos e sempre prejudica o funcionamento regular de atividades. É uma medida extrema, desgastante. Mas ainda acredito que eficaz frente à insensibilidade de patrões e governos.

Considero desrespeito original e muito mais grave os governos não negociarem com o funcionalismo, obrigando-os a usar a greve como instrumento de pressão.

Considero desrespeitoso e desleal que as conversas sobre os rumos da creche não sejam abertas, francas e não sermos chamados para pensar o futuro da instituição.

Considero gravíssimo que a maioria das professoras da creche tenham contratos precários, terceirizados, ganhem muito pouco e estejam ligadas à mesma empresa que faz a limpeza da UFRGS, a qual vem atrasando salários e desrespeitando relações básicas de trabalho – e sobre isso temos sido coniventes.

As super competentes mulheres que educam nossos filhos na creche recebem da terceirizada algo próximo de R$1.000,00. Se fossem funcionárias públicas e estivessem no mesmo plano de carreira em que se enquadram os colegas do Colégio de Aplicação ganhariam mais ou menos R$3.000,00, teriam estabilidade e direitos trabalhistas.

Não penso que um desrespeito legitima outros desrespeitos. Acho apenas que somos bastante seletivos em nossas indignações, nos voltando com muita força contra um sindicato e seus trabalhadores e sendo muuuuito tolerantes com a reitoria e com o governo. Ou seja, quando quem pisa no nossos calos é grande nós somos menos bravos…

E tendemos a lutar muito pelo que entendemos ser nossos direitos e muito pouco (ou nada) pelos direitos alheios, inclusive daqueles que garantem a educação de nossos filhos e lhes asseguram direitos…

Gostaria que pudéssemos aproveitar a oportunidade que o movimento grevista nos proporciona para discutir o que realmente pode mudar a realidade da creche, dando dignidade a TODAS as trabalhadoras.

Não consigo reivindicar boas condições de trabalho, salário e direitos só para mim e pros meus filhos. Quero que os demais colegas da UFRGS, em especial os técnico-administrativos e – mais ainda- os terceirizados tenham sua dignidade respeitada, e possam também criar seus filhos com os mesmos direitos que eu tenho.

Sem falar de quem não é da UFRGS e não tem direito algum à educação infantil… Mas isso fica pra outro dia. Seguimos na luta!

GREVE EM PERNAMBUCO

Greve em Pernambuco

Porto Alegre (toda força às companheiras pernambucanas!) – Tava eu tomando meu cafezinho em Olinda e ao bater papo com uma colega com quem compartilhei a mesa fui atualizado da situação salarial e da carreira local. O povo lá está em estado de greve há mais de um mês, pois o governo se recusa a pagar o piso salarial para todos professores. Amanhã, dia 17/04 (6a f)  tem assembleia da categoria e desejo que tenham condições de seguir firmes na sua justa luta – mais informações aqui.

 

O cameraman é de araque, o equipamento uma porcaria, mas a fala é excelente, acreditem! No vídeo acima, a Profa. Magna Katariny de Moura, diretora de Imprensa e Comunicação do Sindicato do Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE), explica o rolo em que o Governo Estadual está enfiando a categoria.

Alguns tópicos. Pela lei do Piso Salarial Profissional Nacional, todo o magistério do país teria direito a um reajuste de 13,01% em seus vencimentos básicos, em 2015. Porém, o governo pernambucano aprovou lei na Assembleia Legislativa concedendo este percentual para apenas 1770 professores (de um total de 49.800!). Estes são os professores que possuem formação em magistério de nível médio (o antigo Normal). A dita lei prevê ainda o enorme reajuste de 0,89% para outros 2289 professores, os quais possuem formação em nível de graduação. Estes magnatas passariam a ganhar muuuuito mais que os colegas com nível médio: R$15,00 a mais!!! Pros demais – a maioria! – reajuste ZERO.

O que estão fazendo no estado de Paulo Freire – que deve estar se revirando no túmulo – é o desmantelamento do plano de carreira, reduzindo (e quase suprimindo) os avanços salariais por formação.

E pra fechar a situação tenebrosa, a rede estadual de Pernambuco possui em seus quadros 44% de professores precários, contratados temporariamente. Absurdo dos absurdos, mas infelizmente não é exclusividade pernambucana, pois outros governadores (incluindo RS e SP, por exemplo), fazem economia há anos com o orçamento da educação, não pagando direitos trabalhistas, tratando professores como algo descartável, gerando instabilidade nos sistemas de ensino.

O Ministério Público já está questionando a lei aprovada e ficamos aqui torcendo para que nossas colegas consigam reverter a barbárie em Pernambuco.

Mas eu não tomei café com a Magna e sim com a simpática Profa. Roza Maria Pedra Rica, diretora da Secretaria de Aposentad@s do SINTEPE. Agradeço Magna e Roza, desejando muita força às companheiras do Pernambuco!

Tá aqui a Roza comigo – partilhamos uma mesa de cafezinho e o papo gerou este post

Tá aqui a Roza comigo