Tag Archives: educação infantil

CRECHE UFRGS SEMIABERTA

Vai reabrir sem comida… E atenção estudantes da UFRGS: cardápio da semana que vem é MARMITA

 Porto Alegre (balança, mas não cai…) – A direção da creche está chamando pais e mães para reunião com as educadoras amanhã, 25/02 (4a f), pro pessoal saber quem serão as profes de seus pequenos e o horário de funcionamento, a partir de 5a feira. Então, faltou avisar que a Multiágil deixou de tanta picaretagem e pagou suas dívidas com as trabalhadoras que educam nossos herdeiros. Menos mal.

Mas falei com um ex-educadora que está processando a empresa porque a mesma se recusa a pagar sua rescisão contratual. E afirma isso na frente do juiz, com a maior cara de pau! I É indigno, além de injusto. To na campanha junto com a ASSUFRGS: fim das terceirizações! Concursos públicos e dignidade pras trabalhadoras – não só da creche, claro, da limpeza, da segurança, da manutenção…

E a reabertura da creche vai ser parcial, com certeza. Pra quem não sabe o prédio verdinho acima atende em horário integral, manhã e tarde. Como o rolo das cozinheiras não foi equacionado, nada de comida. Só lanchinho. E vindo de casa. Alguém tem notícias da dita reunião que haveria hoje com a empresa (kamikaze?) que vai assumir os restaurantes universitários e creche? Assinaram o contrato? A reitoria disse que divulgaria um cronograma de normalização da comilança. Algum sinal de fumaça? Well, semana que vem, com toda a estudantada de graduação de volta – e faminta! – o caldo vai engrossar. Espero, desejo, apoio!

 

 

 

ENSINO FUNDAMENTAL SÓ COM 6 ANOS!!!

Ufa, até que enfim uma boa notícias pros pequeninos

Ufa, até que enfim uma boa notícias pros pequeninos

Porto Alegre (salvem as crianças de seus pais…) – Sou daqueles que acredita que criança tem direito a ser criança. Quase ninguém vai ser contra essa frase hoje em dia. Mas na hora de querer “adiantar” o desenvolvimento de seus filhos para prepará-los melhor para a “concorrência”… a prática é bem outra. Daí querer que @ pimpolh@ de 3 anos fale inglês, @ de 4 toque piano e esteja alfabetizad@, @ de 5 faça kumon e balé… e tenha uma agenda, ops, de adult@.

E nessa rota neurótica muitos pais acham normal e desejável que seu filhote faça tudo cada vez mais cedo. Deixar a Educação Infantil e entrar no Ensino Fundamental, por exemplo. Reportagem do UOL dá a excelente notícia de que agora só com 6 anos –  leia aqui.

Eu ainda torço o nariz e sigo defendendo a idade anterior: 7 anos. Basicamente porque as escolas de ensino fundamental, via de regra, desrespeitam as crianças. Lá elas ficam sentadas horas a fio, muitas vezes não têm brinquedos a disposição, sobra um recreio de 15 ou 20 minutos, não cantam (ou cantam pouco), não dançam, não jogam, os desenhos são muuuito dirigidos, tudo com a desculpa de estarem “estudando”. Uma bobagem, um exagero. Brincar, jogar, pular também ensina, e muito.

Pra que tanta pressa? Que tal ser feliz hoje, agora? Que tal aprender mais e melhor a se conhecer? A respeitar os colegas? A experimentar o mundo sem pressões? Que saco ter que adiantar todas as coisas chatas da vida adulta!!!

 

CRECHE UFRGS FECHADA

 

Crianças e pais da creche da UFRGS no gabinete do Reitor

Crianças e pais da creche da UFRGS no gabinete do Reitor

Porto Alegre (problema crônico) – A creche que atende os filhos dos servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vem sofrendo frequentes problemas e descontinuidades na execução de seus trabalhos. Sou pai de estudantes da creche desde 2011 e já passei por vários perrengues.

Em minha opinião a raiz do problema é a terceirização dos contratos dos trabalhadores, o que inclui além da limpeza e segurança, a cozinha e, pasmem, as educadoras. Pra deixar o quadro mais complexo, a empresa que atualmente faz a limpeza de toda a universidade é a mesma que contrata nossas professoras… chama-se Multiágil. Seja o fim de contratos, seja atrasos de pagamentos, seja não liberação de vale alimentação etc os problemas da precarização das condições dessas trabalhadoras é absurda. Como todos sabem, terceirizados não tem direitos trabalhistas, estabilidade e ficam à mercê de empresas nem sempre tão sérias.

Hoje fui à reunião de início de ano, onde tradicionalmente as mães e pais são recebidos para informes, além de conhecerem os professores de seus filhos e o cronograma de adaptação dos pequenos. Mas o script foi outro. Sem cozinheiras e sem professores, as atividades não serão retomadas. O contrato da alimentação está sem empresa e as educadoras estão paralisadas por não terem recebidos seus direitos, conforme previsto e acordado com a Multiágil, que vem enrolando o povo todo há semanas. Logo, justíssima a reivindicação.

Indignações de todos e várias tentativas de encaminhamento, em meio a certa falta de rumo, alguns pais decidiram ir à reitoria buscar respostas com as autoridades.

Uma hora após chegarmos uma comissão de funcionários, mães e pais, sindicato (ASSUFRGS) e direção da creche foi recebida.

Gestores da UFRGS e comunidade da creche reunida

Gestores da UFRGS e comunidade da creche reunida

Na foto acima quem está falando é a Vice Pró-Reitora de Gestão de Pessoas (Progesp), Vânia. Resumindo:

1) amanhã, no final da tarde, haverá uma reunião com a 4a colocada (vixe, que pindaíba… as três anteriores caíram fora!!! Não cheira nada bem…) na licitação de alimentação para assinar contrato. Previsão de entrada em funcionamento: incerta. Esta empresa também será responsável pelos restaurantes universitários.

2) enquanto estávamos reunidos a Multiágil ligou e afirma ter feito os pagamentos atrasados das educadoras. Só teremos confirmação amanhã na abertura do horário bancário.

3) foi marcada reunião entre a Progesp, a Multiágil e as educadoras amanhã (3a f) às 7h30, na creche.

Enfim, a reabertura depende das educadoras, de fato, receberem, e finalizarem sua paralisação. Ainda assim, restará uma creche sem comida, o que deve durar algumas semanas… Seguimos atentos, defendendo o direito das crianças à educação infantil.

 

MINHA FORMAÇÃO

Naquela época eu jogava bola...

Naquela época eu jogava bola…

Porto Alegre – É, também vou rememorar e contar um pouco da minha formação. Taí o moço de 6 anos curtindo a praia de sua terra natal, Santos / SP. Frequentava uma instituição privada de educação infantil, naquela época com função beneficente (tinha até um “orfanato”). Voltarei ao assunto, mais contos, mais fotos, mais caraminholas. Aguardem!