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CRECHE UFRGS E GREVE

Piquete da greve na UFRGS em frente da creche

Piquete da greve na UFRGS em frente da creche

Porto Alegre (polêmicas…) – Hoje de manhã a creche da UFRGS não abriu. A entrada foi bloqueada por servidores em greve. Pais, mães e filh@s chegaram e tiveram que voltar pra casa. Isso está gerando indignação, revolta, movimentos.

Também estive no frio da manhã com o Rodrigo e voltamos pra casa. Mas antes conversei com os manifestantes.

Toda greve gera transtornos e sempre prejudica o funcionamento regular de atividades. É uma medida extrema, desgastante. Mas ainda acredito que eficaz frente à insensibilidade de patrões e governos.

Considero desrespeito original e muito mais grave os governos não negociarem com o funcionalismo, obrigando-os a usar a greve como instrumento de pressão.

Considero desrespeitoso e desleal que as conversas sobre os rumos da creche não sejam abertas, francas e não sermos chamados para pensar o futuro da instituição.

Considero gravíssimo que a maioria das professoras da creche tenham contratos precários, terceirizados, ganhem muito pouco e estejam ligadas à mesma empresa que faz a limpeza da UFRGS, a qual vem atrasando salários e desrespeitando relações básicas de trabalho – e sobre isso temos sido coniventes.

As super competentes mulheres que educam nossos filhos na creche recebem da terceirizada algo próximo de R$1.000,00. Se fossem funcionárias públicas e estivessem no mesmo plano de carreira em que se enquadram os colegas do Colégio de Aplicação ganhariam mais ou menos R$3.000,00, teriam estabilidade e direitos trabalhistas.

Não penso que um desrespeito legitima outros desrespeitos. Acho apenas que somos bastante seletivos em nossas indignações, nos voltando com muita força contra um sindicato e seus trabalhadores e sendo muuuuito tolerantes com a reitoria e com o governo. Ou seja, quando quem pisa no nossos calos é grande nós somos menos bravos…

E tendemos a lutar muito pelo que entendemos ser nossos direitos e muito pouco (ou nada) pelos direitos alheios, inclusive daqueles que garantem a educação de nossos filhos e lhes asseguram direitos…

Gostaria que pudéssemos aproveitar a oportunidade que o movimento grevista nos proporciona para discutir o que realmente pode mudar a realidade da creche, dando dignidade a TODAS as trabalhadoras.

Não consigo reivindicar boas condições de trabalho, salário e direitos só para mim e pros meus filhos. Quero que os demais colegas da UFRGS, em especial os técnico-administrativos e – mais ainda- os terceirizados tenham sua dignidade respeitada, e possam também criar seus filhos com os mesmos direitos que eu tenho.

Sem falar de quem não é da UFRGS e não tem direito algum à educação infantil… Mas isso fica pra outro dia. Seguimos na luta!

CRECHE UFRGS VAZANDO

Creche fechada: vazamento da caixa d´água

Creche fechada: vazamento da caixa d´água

Porto Alegre (é um rio? é uma piscina?) – Ontem a creche da UFRGS não funcionou. Hoje não funcionará. Um vazamento na caixa d´água – é o que dizem – segue sem solução, as crianças sem atendimento, as famílias se virando pra contornar o transtorno…

Foram dois dias para diagnosticar o problema. Até agora um mistério… de onde vem tanta água?

Se houver alguma mãe ou pai da creche que entenda de fenômenos sobrenaturais, poltergeist ou milagres aquáticos favor comparecer ao local… Ouvi dizer que cientistas de São Paulo já estão a caminho da nossa creche para tentar importar esta criatura miraculosa e aplacar a crise hídrica por aquelas bandas…

 

CRECHE UFRGS FECHADA

 

Crianças e pais da creche da UFRGS no gabinete do Reitor

Crianças e pais da creche da UFRGS no gabinete do Reitor

Porto Alegre (problema crônico) – A creche que atende os filhos dos servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vem sofrendo frequentes problemas e descontinuidades na execução de seus trabalhos. Sou pai de estudantes da creche desde 2011 e já passei por vários perrengues.

Em minha opinião a raiz do problema é a terceirização dos contratos dos trabalhadores, o que inclui além da limpeza e segurança, a cozinha e, pasmem, as educadoras. Pra deixar o quadro mais complexo, a empresa que atualmente faz a limpeza de toda a universidade é a mesma que contrata nossas professoras… chama-se Multiágil. Seja o fim de contratos, seja atrasos de pagamentos, seja não liberação de vale alimentação etc os problemas da precarização das condições dessas trabalhadoras é absurda. Como todos sabem, terceirizados não tem direitos trabalhistas, estabilidade e ficam à mercê de empresas nem sempre tão sérias.

Hoje fui à reunião de início de ano, onde tradicionalmente as mães e pais são recebidos para informes, além de conhecerem os professores de seus filhos e o cronograma de adaptação dos pequenos. Mas o script foi outro. Sem cozinheiras e sem professores, as atividades não serão retomadas. O contrato da alimentação está sem empresa e as educadoras estão paralisadas por não terem recebidos seus direitos, conforme previsto e acordado com a Multiágil, que vem enrolando o povo todo há semanas. Logo, justíssima a reivindicação.

Indignações de todos e várias tentativas de encaminhamento, em meio a certa falta de rumo, alguns pais decidiram ir à reitoria buscar respostas com as autoridades.

Uma hora após chegarmos uma comissão de funcionários, mães e pais, sindicato (ASSUFRGS) e direção da creche foi recebida.

Gestores da UFRGS e comunidade da creche reunida

Gestores da UFRGS e comunidade da creche reunida

Na foto acima quem está falando é a Vice Pró-Reitora de Gestão de Pessoas (Progesp), Vânia. Resumindo:

1) amanhã, no final da tarde, haverá uma reunião com a 4a colocada (vixe, que pindaíba… as três anteriores caíram fora!!! Não cheira nada bem…) na licitação de alimentação para assinar contrato. Previsão de entrada em funcionamento: incerta. Esta empresa também será responsável pelos restaurantes universitários.

2) enquanto estávamos reunidos a Multiágil ligou e afirma ter feito os pagamentos atrasados das educadoras. Só teremos confirmação amanhã na abertura do horário bancário.

3) foi marcada reunião entre a Progesp, a Multiágil e as educadoras amanhã (3a f) às 7h30, na creche.

Enfim, a reabertura depende das educadoras, de fato, receberem, e finalizarem sua paralisação. Ainda assim, restará uma creche sem comida, o que deve durar algumas semanas… Seguimos atentos, defendendo o direito das crianças à educação infantil.