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JANINE, O “TÉCNICO”

Fraco assumido, foi omisso na greve federal

Fraco assumido cai fácil

Porto Alegre (“técnico”? rarara!!!) – Renato Janine Ribeiro foi Ministro da Educação por 177 dias, menos de 6 meses (*06/04/2015  +30/09/2015). Foi o 5º ocupante do MEC durante a gestão Dilma (antes Haddad, Mercadante, Paim e Cid). Foi o 3º deste mandato, que começou há 272 dias.

No momento de sua escolha alguns se entusiasmaram, saudando um “técnico” no comando do MEC, um cara da área da educação, um acadêmico, blá-blá-blá. Taí o que acontece quando botam uma ovelha pra cuidar do galinheiro e defendê-lo dos lobos. Morre sem ter feito nada expressivo em sua posição.

Faltou força, faltou articulação, faltou poder. E, lamento desiludir alguns, mas governos são espaços de poder, palco de lutas e disputas, arena da Política (maiúscula) e da política (minúscula). Botar um analfabeto nestas questões para gerir o MEC (ou Secretarias Estaduais ou mesmo Municipais de educação) é a certeza dele ser frágil.

A Presidenta, neste caso, emprestou o seu cacife político, a sua força para o Ministro. Ela não ganhou nenhuma nova força ou apoio no mundo partidário / congressual com o ingresso do Renato. Bem, só dá pra emprestar o que se tem… Quando ela mal tem forças pra se segurar na cadeira…

Janine foi uma cereja no bolo, um enfeite. O que ele deu ao governo foi glamour: o “doutor”, o “filósofo”, o “intelectual”. Que não entendia (entende?) nada de educação!!! Verdade que Haddad, Mercadante, Cid e outros também não sabiam lhufas de educação quando entraram no MEC. Mas eram / são gente que transita no mundo político, logo, estão em casa, se adaptam, sabem onde achar força, como disputar poder.

Renato não disputou quase nada – e também não fez quase nada, portanto. Mas disso falarei em outro post – os feitos do Janine…

E Dilma colocou um fraco no MEC para controlá-lo. Uma carta grande disponível na mão, podendo descartá-la quando precisasse sem gerar nenhuma crise. Usar um grande ministério para acomodar interesses a qualquer momento, fortalecer sua posição político partidária / congressual. Eis o que ocorreu.

Gostaria bastante que o caso Janine nos ensinasse a não ficar contente com “técnicos” nos governos. Porque são fracos eles cumprem papel “político” pra quem tem poder. Estes “técnicos” são fortes candidatos a marionetes, excelentes para massa de manobra, aposta na desilusão e na inércia. Ou são mentirosos, e se escondem atrás de uma aura técnica para fazer a política convencional – e despolitizante.

SINISTRO JANINE CAIU

Cordato até quando defenestrado

Cordato até quando defenestrado

Porto Alegre (não deixa nada como herança) – Confirmado: Janine não é mais o Ministro da Educação – ver aqui. Foi um mandatinho sem sal e sem açúcar. Ou pior, defendeu os cortes no orçamento do MEC e o ajuste fiscal de modo servil. Tudo segue indicando “Mercadante, o retorno”. Depois volto a falar de Janine, lastimável passagem por Brasília…

MERCADANTE DE NOVO NO MEC?

Enxotado da Casa Civil... Vai pro MEC?

Enxotado da Casa Civil… Vai pro MEC?

Porto Alegre (troca de cadeiras outra vez?) – Aloizio Mercadante vem sendo “fritado” politicamente há semanas. Com o governo em crise, o chefe da Casa Civil deveria atuar como bombeiro e apagar o fogo. Porém, todos o consideram um incendiário: arrogante, autoritário, pouco flexível.

A notícia de hoje é que Mercadante finalmente será enxotado da Casa Civil e (tchã, tchã, tchã, tchããã) especula-se que retome seu acento no Ministério da Educação! Sim, pra não passar a impressão que a crise é maior, que Dilma não confia nele etc o cara se mantém no governo, em cargo de confiança da Presidenta – ver aqui.

Mas pode não dar em nada, e Mercadante ir fazer outra coisa de sua vida. O que importa é que o atual titular do MEC está na berlinda. A simples “disponibilidade” que se enxerga na sua cadeira é um indício da fraqueza de Renato Janine.

E a equação é simples: a Presidente precisa fazer uma reforma ministerial, mostrar que está pondo a casa em ordem, cortar gastos, se apresentar como austera, decidida, mas… não pode desagradar mais aliados políticos. Assim, retirar cargos de partidos e forças da base congressual é uma bobagem. Onde a corda estoura? Onde não há forte laços políticos, nenhum deputado ou bancada parlamentar envolvida, resumindo: Janine é alvo fácil. Ninguém vai reclamar por ele, ninguém vai defender o espaço que ele ocupa. Situação típica dos ditos “técnicos”.

Dizem que em breve a lenda da reforma ministerial da Dilma será divulgada (hoje? amanhã?). A ver. Estaremos de plantão para acompanhar o futuro do MEC. Ai, ai, ai.

PS. E bem intrigante também a notícia derivada, pois Jaques Wagner, cotado para assumir o lugar de Mercadante,  é atual ministro da Defesa. Para este Ministério iria… um comunista!!!! Aldo Rebelo, do PCdoB. Os quartéis devem estar bem mal humorados hoje! Rarara.

TETAS DO FIES 2

E aí, queridos companheiros: defendem a meritocracia do PT?

E aí, queridos companheiros: defendem a meritocracia do PT?

Porto Alegre (Mercadante, larga o osso do MEC!) – E após a grande descoberta de que faculdades que mamam no FIES “abusam” nas mensalidades, o ministro Aloizio chega pra botar ordem no galinheiro. Ops, mas o Mercadante voltou pro MEC? Não, calma gente, é que como o MEC é uma nau à deriva chamaram o bigodudo pra dizer qual é o rumo a seguir.

E não é que o cara tem didática?! Vejam o trechinho do pronunciamento feito ontem aqui (só 2 minutos, vá!). Ele lista as ações em que o MEC já implantou a “MERITOCRACIA”:

1) SISU

2) SISUTEC

3) PROUNI

4) CIÊNCIA SEM FRONTEIRA

Próxima da lista:

5) FIES

Agora, também no FIES, só mama quem merece. Não adianta chorar.

Well, well, well… é por essas e outras que tenho dito aos meus colegas e amigos: pouco importa quem estará no MEC. A linha atual segue. E nesse rumo há alguns candidatos excelentes para dar sequência à meritocracia… daqui a pouco mais novidades da brava procura do novo ministro da educação…

 

TETAS DO FIES 1

Mercado? Os empresários da educação  querem é mamar nas tetas do governo... às novas custas

Mercado? Os empresários da educação querem é mamar nas tetas do governo… às nossas custas

Porto Alegre (MEC late pro FIES) –  Pra quem não sabe o FIES é uma obra tucana, criada em 1999, no governo FHC. Os mandatos petistas azeitaram a máquina e turbinaram o sistema. Os mercadores da educação que se beneficiam do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) queriam seguir lucrando acima da inflação e ainda manter suas bocas nas tetas governamentais (veja aqui). Mas o governo se defendeu na justiça e, provisoriamente, conseguiu fazer prevalecer sua proposta de criar limites para o reajuste de mensalidades das instituições que utilizam o FIES.

O MEC, talvez iluminado pela onda de manifestações em prol da probidade, da transparência, contra a corrupção etc teve uma brilhante e inovadora ideia: criou uma comissão para acompanhar as mensalidades dos empresários do ensino que mamam no FIES. Uau! Eureca! De onde veio tanta inspiração? Taí o MEC latindo pro FIES, porque morder os mercadores da educação ainda é um projeto longínquo… Volto mais tarde pra falar de ideias revolucionárias pro FIES.

Ministro da Educação? Alguém viu?

 

 

PROCURA-SE MINISTRO DA EDUCAÇÃO 8

Mercadante: "A educação precisa entrar no tom, ficar afinada"

Mercadante: “A educação precisa entrar no tom, ficar afinada”

 Porto Alegre (Lady Laura, me leve pra casa!) – Mercadante anda quieto, né?! Mas nos bastidores, ah, nos bastidores ele tá fervendo, mora! E colocar alguém menos bocudo no MEC é sua prioridade zero. Alguém que toque não só alguns, que fale para vários, que embale muitos. Nas horas difíceis a gente procura as pessoas queridas da infância, sentimento de aconchego… E entrei em contato com um amigo desse passado gostoso e ele me solta essa: “Cara, eu fui no mercado e encontrei com meu vizinho, o General Oliva. Sabe que ele tava feliz da vida que seu filho ia fazer, depois de muitos anos, uma coisa que ele se orgulhará”. Eu pensei dois segundos, lembrei e pedi pra ele continuar. Mercadante e eu temos algo em comum, e não é o bigode. Somos santistas. Não o time do Pelé, do Robinho e do Neymar. Tô falando da cidade. Somos conterrâneos! E meu amiguinho de infância emendou: “O General disse que o Roberto Carlos, o cantor, vai assumir o MEC”. O ex-militar é pai do Aloizio Mercadante Oliva

Roberto Carlos: "a educação precisa falar pra alma das pessoas"

Roberto Carlos: “a educação precisa falar pra alma das pessoas”

Liguei na hora pra Dilma (agora tô íntimo, tá pensando o quê!?): “Presidenta, como assim?” Ela estava indignada: “Ocê sabe, liga não, é só mais uma merda do Mercadante. Eu fui dura, Juca! Disse pra ele que isso eu não ia admitir. Chama o Chico! O Chico sim. Se ele não topar tenta com o Caetano. Só num inventa de falar com a Rita, aquela é pior que o Cid. Mas não deixa de ver como anda o Milton. ‘Quero falar de uma coooisaaaaa'” e cantarolou Coração de Estudante inteirinha…

Ainda hoje, após checar a veracidade dos fatos, volto com babados de arrepiar.

 

 

 

 

PENSAR A EDUCAÇÃO

Todo o mês vou publicar um texto no antenadíssimo informativo "Pensar a Educação em Pauta"

Todo mês vou publicar um texto no informativo “Pensar a Educação em Pauta”

Porto Alegre (em meio a manifestações…) –  Caso queira ficar antenado no que acontece na educação brasileira (e mesmo mundial!) uma excelente alternativa é ler o informativo semanal “Pensar a educação em Pauta”, editado por um povo da Universidade Federal de Minas Gerais comprometido com a sociedade, super sério – leia aqui. E eu vou estragar o trabalho deles com os meus artigos mensais… O primeiro saiu hoje, abordando o Ministério da Educação e seus ocupantes. Aqui vai um trechinho:

“/…/Cid no MEC mantém uma tradição: a de que profissionais da educação básica e especialistas em educação não viram ministros da área. De todos os ministros desde 1985 apenas Cristovam Buarque possuía alguma identidade profissional com a educação antes de assumir o ministério. E mesmo este é um engenheiro com uma carreira dedicada à economia… Assim, para ser ministro da educação do Brasil não precisa entender quase nada de… educação./…/”

Quem se interessar pode ler aqui.  E fique à vontade para colocar seus comentários tanto lá quanto aqui.