Category Archives: pensar a educação

PENSAR A EDUCAÇÃO

Mais gente falando e escutando, lendo...

Mais gente falando, escutando, lendo…

Porto Alegre (chegar a mais gente) – Além de refletirmos e pesquisarmos sobre a educação é fundamental que seja possível fazer com que o fruto de nosso trabalho esteja acessível para mais pessoas, ampliando diálogos, formando opiniões, mapeando divergências, construindo novas alternativas. É um pouco disso que trato no artigo publicado no boletim “Pensar a Educação em Pauta”, o qual pode ser lido aqui.

EXCELÊNCIA UFMG

Tripé acadêmico e instalações dignas

Tripé acadêmico e instalações dignas

Belo Horizonte (eu gosto daqui, uai) – Hoje e amanhã estou na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais participando do Seminário Educação no Espaço Público – ver aqui.

Lição básica em curso: uma outra excelência acadêmica é possível…

Estou conhecendo melhor um projeto que atua coordenadamente em ensino, pesquisa e extensão (o dito tripé universitário): Pensar a Educação, Pensar Brasil. Envolve diversos professores em trabalho coletivo. E coletivo não é a justaposição de pessoas isoladas, é atuação de grupo, de iguais, é compromisso com o que é comum.

Bota graduandos, pós-graduandos e docentes de diferentes inserções e unidades acadêmicas para trabalhar junto. Para além do “evento”, a programação está integrada com o Programa de Pós-Graduação, ou seja, nesse exato momento compartilho as atividades com o conjunto dos mestrandos e doutorandos da FaE (Faculdade de Educação por estas bandas), em atividade institucional.

E, sim, num auditório lindo! Bem iluminado, com todos os equipamentos de áudio e vídeo funcionando, cadeiras confortáveis, excelente acústica, mais de 250 lugares e, ops, internet de qualidade (numa conexão específica para o evento…).

Ai, ai, ai, chega a doer (o cotovelo!)

PENSAR A EDUCAÇÃO

Cidadão brasileiro indígena retirado do STF durante votação das cotas

Cidadão brasileiro indígena retirado do STF durante votação das cotas

Porto Alegre (a luta pelas cotas segue firme – e precisa continuar!) – Pobres, pretos, índios excluídos das universidades federais, está na hora de ocuparem as vagas que são suas por direito. E os privilegiados das classe média e alta tem nas mãos a chance de ajudar a educação brasileira a melhorar e democratizar-se. É um pouco o tom do meu artigo que saiu hoje no Pensar a Educação em Pauta. Agora acho que radicalizei. Ou não?

PENSAR A EDUCAÇÃO

African-American-College-Graduates-from-HBCU-Hampton-University

Porto Alegre (e as lutas continuam) – Mais um artigo meu foi publicado no informativo “Pensar a Educação em Pauta”. Dessa vez abordo as cotas nas universidades – ver aqui. Nado contra a correnteza, por certo. Mas estou do lado de quem se dedica ao mesmo “esporte”, pois o editorial deste mês trata da redução da idade penal, um texto primoroso com o qual tenho absoluta concordância – ver aqui.

Do meu artiguinho vai aqui só um trecho, pois meu “contrato” é de exclusividade e o artigo na íntegra você só vai ler por lá:

“/…/Alguns dos argumentos elencados (não todos) contra as ações afirmativas são que elas não resolvem, estruturalmente, nem a desigualdade social, nem nossa distribuição de renda concentradora, nem tampouco melhoram as escolas públicas de educação básica. E também não dão conta de superar o racismo, o preconceito e a discriminação. Concordo totalmente com estas opiniões! /…/”

E veja como um recorte mal intencionado pode distorcer uma argumentação…

SINISTRO JANINE 1

Ministro com boa imagem! E o conteúdo, como será?

Ministro com boa imagem! E o conteúdo, como será?

Porto Alegre (coelhinho do MEC que trazes pra mim?) – Na próxima 2a feira o Janine será empossado como Ministro da Educação. Teria dito pra Dilma antes de topar: “Só assumo depois da Páscoa!!! Preciso comer bastante ovo de chocolate e ter energia de sobra pra entrar nessa arapuca”. Vamos aproveitar o feriadão pra discutir e analisar as expectativas acerca do Prof. Renato frente ao MEC.

Sim, antes que alguém se precipite achando que o meu “Sinistro” já é um juízo de valor sobre o Janine, afirmo: não é. Este é o “título honorífico” que o blog Notas Vermelhas deu, da e dará a todo e qualquer titular do Ministério da Educação – veja aqui e aqui.

Auto-análise: há 21 dias publiquei artigo no informativo Pensar a Educação em Pauta em que expunha caraminholas sobre a gestão Cid Gomes – ver aqui. O cabra é tão chato que nem deu tempo pra gente saber realmente a que veio. Relendo o material e atualizando-o para o caso Janine tenho a dizer:

1) Renato 2º (quase, afinal, tivemos Paulo Renato…) quebra a série histórica de políticos profissionais, de carreira, de partido político etc frente ao MEC. A conferir. Fernando Haddad nunca havia sido candidato a nada antes de passar pelo Ministério e tinha atuação partidária pra lá de discreta. Mas tomou gosto e… hoje é prefeito da capital paulista. Afirmei que o MEC vinha sendo utilizado como trampolim político (Mercadante, Tarso, Paulo Renato, Cid). Janine seguirá o mesmo caminho?

2) Mas Janine segue o perfil de seu antecessor ao não ser um militante petista. Ou ainda mais, quebra junto com Cid a tradição anterior:  não é filiado ao partido eleito para a Presidência da República. A militância do PT até que tentou emplacar nomes, mas – como brinquei com amigos – eles serem ouvidos seria algo inédito, desde os tempos de Lula 1 e 2…

3) Renato Janine Ribeiro entende de educação. Corrigindo: entende de educação superior. Corrigindo: de pós-graduação. Ok, a CAPES é uma autarquia do MEC, logo, filosoficamente falando, Janine já trabalhou no MEC. Mas seria um sofisma afirmar que ele tem quilômetros rodados em administração pública exclusivamente na formação de mestres, doutores e pós-doutores? Sobre esse know how de Janine eu voltarei a falar nos próximos dias.

4) Renato Janine Ribeiro entende muito pouco (pra não dizer nada) de educação básica. Logo, seguimos o perfil dos últimos Ministros: ele não atua / atuou na educação básica. E não estuda, trabalha ou se dedica à etapa educacional com o maior número de estudantes. E a educação básica  apresenta problemas muito mais agudos que a educação superior. Dificuldades a vista? O próprio Janine afirma que vai passar estes dias estudando o MEC. Ótimo! Espero que tome algumas aulas de reforço em educação básica.

5) Até provem em contrário ele é homem. Assim, seguimos a sina de termos como liderança nacional do órgão responsável pela educação um ser do sexo oposto à esmagadora maioria das profissionais do setor. Mulher no MEC? No governo Dilma ainda não.

6) Renato já é o quinto Ministro da Educação da atual Presidenta, que está em seu quinto ano de mandato… Em si, este dado é uma tragédia. Ao meu ver isso é indício de pouco compromisso, ausência de projeto de longo prazo, falta de quadros qualificados e comprometidos. Você, leitor, escolha: nenhum dos anteriores; algum dos anteriores; ou um mix deles. E se tudo seguir o ritmo da valsa dilmista (média baixíssima de tempo na cadeira) é bem provável que teremos um sexto nome ainda neste mandato… Ou Janine vai quebrar esse tabu?

PENSAR A EDUCAÇÃO

Todo o mês vou publicar um texto no antenadíssimo informativo "Pensar a Educação em Pauta"

Todo mês vou publicar um texto no informativo “Pensar a Educação em Pauta”

Porto Alegre (em meio a manifestações…) –  Caso queira ficar antenado no que acontece na educação brasileira (e mesmo mundial!) uma excelente alternativa é ler o informativo semanal “Pensar a educação em Pauta”, editado por um povo da Universidade Federal de Minas Gerais comprometido com a sociedade, super sério – leia aqui. E eu vou estragar o trabalho deles com os meus artigos mensais… O primeiro saiu hoje, abordando o Ministério da Educação e seus ocupantes. Aqui vai um trechinho:

“/…/Cid no MEC mantém uma tradição: a de que profissionais da educação básica e especialistas em educação não viram ministros da área. De todos os ministros desde 1985 apenas Cristovam Buarque possuía alguma identidade profissional com a educação antes de assumir o ministério. E mesmo este é um engenheiro com uma carreira dedicada à economia… Assim, para ser ministro da educação do Brasil não precisa entender quase nada de… educação./…/”

Quem se interessar pode ler aqui.  E fique à vontade para colocar seus comentários tanto lá quanto aqui.