DETONANDO O ENEM (2)

Enem e a inclusão...

Enem e a inclusão…

Porto Alegre (Semvagolândia, a metrópole do ENEM) – Essa prova atenta contra a inteligência do país. Afirmar que ela democratiza a Educação Superior é uma piada de mau gosto. Dados bem simples comprovam o contrário. E os dados não são meus, são do governo, do MEC.

O mesmo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) que organiza o ENEM também faz Censo da Educação Superior. Ou seja, levanta uma montanha de informações, as quais deveriam servir pra gente conhecer a realidade… Pois, pois…

Parte dos dados do referido Censo ficam acessíveis através das Sinopses Estatísticas da Educação Superior – ver aqui. A última disponível é a de 2013. Os números atuais devem ser diferentes, mas a ordem de grandeza deve ser bem parecida, mantendo o raciocínio.

Segundo o INEP, que é um órgão do Ministério da Educação, podemos ver que o Brasil teve cerca de 2,7 milhões de ingressantes em cursos superiores naquele ano. Ops, continha rápida: 7,7 milhões fazendo ENEM e só 2,7 vão se matricular, logo, 5 milhões vão ficar sem sala de aula no ano que vem.

Desenhando: de cada 10 candidatos do ENEM, 7 não estarão matriculados em nenhum curso superior em 2016. Assim, a cidade de Semvagolândia (ver aqui) se torna a terceira metrópole do país, menor apenas que São Paulo e Rio de Janeiro!

Irônico o ENEM ser visto (e vendido) como um instrumento de inclusão na Educação Superior quando ele é justamente o oposto: a ferramenta que exclui milhões!!!

 

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