ENTRANDO EM GREVE

Governo não dialoga: greve é a alternativa

Governo não dialoga: greve é a alternativa

Porto Alegre (a UFRGS não será a última!) – A greve dos docentes das instituições federais de ensino superior teve início em 28 de maio e contava até o momento com a adesão de 35 instituições – ver aqui. A Seção Sindical do ANDES na UFRGS convocou Assembleia Geral dos Docentes para a noite de ontem na qual se decidiu pela nossa entrada no movimento.

Assim, hoje a reitoria será informada oficialmente e, cumprindo a lei de greve, paralisaremos nossas atividades a partir de segunda-feira, dia 29 de junho. Seremos a 36ª instituição federal a aderir à greve. Em 2012 brincávamos se a UFRGS seria a última a entrar na greve ou se seria a única a não entrar… a história mudou. Somos a primeira do Rio Grande do Sul e desejamos assim estimular outros colegas a se juntarem a nós, não sendo únicos ou últimos…

Deliberamos também que uma das medidas imediatas a serem adotadas será a retenção de conceitos, não postando as notas das disciplinas sob nossa responsabilidade no portal da universidade.

Discutimos a situação das negociações nacionais, sem nenhum avanço por parte do Governo Federal, o qual protela contatos e busca ganhar tempo e esvaziar o movimento.

Debatemos também as pautas de reivindicações nacionais (aqui) e não restou dúvidas de que temos motivos e razões de sobra para ingressar na greve.

E também iniciamos uma rica discussão sobre as nossas lamentáveis condições de trabalho na UFRGS. A universidade de “excelência” é uma lenda, a qual estamos desmascarando. Ao tratar da pauta local, notamos que a nossa reitoria omite informações, por exemplo, sobre os cortes orçamentários, e atua deliberadamente contra nossos direitos, como no sequestro de nossas progressões funcionais.

No levantamento sobre as condições das unidades de ensino temos relatos, por exemplo, sobre as condições degradantes do Instituto de Psicologia, da precariedade absurda em que se encontra o Instituto de Artes e dos perigos a que estão expostos os que trabalham e estudam no Colégio de Aplicação.

Sobre a Faculdade de Educação também listamos uma enormidade de aspectos que explicitam a inexistência da propalada “excelência”. Mas isso é tópico para outros posts, nos próximos dias…

Agora é hora de informar a comunidade e mobilizar @s colegas. Nem todos entrarão em greve, como sempre. Alguns jamais entrarão em movimentos coletivos, é fato. E como sempre as formas de participar da greve serão distintos. Nem todos que apoiam a greve estarão nas manifestações ou assembleias. Alguns participarão mais no contato com os estudantes. Outros preferirão estar presentes nos debates apenas nas suas unidades. E movimento é assim, múltiplo.

Agora é hora de juntar forças com os trabalhadores técnico-administrativos, já em greve desde o final de maio. É hora de aprofundarmos as relações com @s estudantes, mantendo o caráter formativo do movimento grevista e partilhando pautas, como as reivindicações de melhores condições de segurança nos campi, ampliação e melhoria nos restaurantes universitários, na moradia estudantil etc.

O movimento grevista não é pra enfraquecer ou derrubar um governo. É pra disputar com setores conservadores e reacionários os rumos do Estado brasileiro. É pra mostrar a força dos movimentos sociais e garantir que direitos não sejam reduzidos, para que racionalidades economicistas não nos conformem em arcar com ajustes de uma sociedade injusta.

Aos que quiserem acompanhar os nossos passos e partilhar de nossa luta é só se manter em contato com a Seção Sindical do Andes na UFRGS.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *