CONTRA A EXPULSÃO DE ESTUDANTES 1

DCE vence reitoria na justiça

DCE vence reitoria na justiça

Porto Alegre (“Excelência” é fazer justiça) – A reitoria da UFRGS perdeu para o DCE na justiça – ver aqui e aqui. É verdade, a medida que inclui a expulsão de estudantes foi respaldada pelo conselho universitário, o qual infelizmente vem demonstrando ser pouco mais que um braço da reitoria… (ver a Resolução 19/2011 aqui)

Alguns dias atrás fui cutucado pela colega Nair Silveira, do Instituto de Psicologia, para fazermos um movimento contra a lógica repressiva, arbitrária e excludente, de viés meritocrático que agora o Diretório Central dos Estudantes derruba pelas vias judiciais. A proposta da Nair é deixarmos claro que não há consenso na universidade sobre a linha dura adotada. Mais, defendemos radicalmente a adoção de ações includentes, receptivas, aconchegantes, solidárias, de apoio, de assistência estudantil, de suporte – em especial para os estudantes com dificuldades em seguir seus cursos no tempo “ideal”. Estes, no geral, são justamente os mais pobres, os trabalhadores, os que têm filhos… enfim, os que se afastam do perfil classe média, dependente da família, dedicação exclusiva aos estudos.

Sim, sempre existiram e existirão aqueles que se aproveitam para abusar do coletivo e se perpetuar na universidade, segurando uma vaga sem aproveitamento por mil razões, às vezes absurdas. E não se pode concordar com isso. Mas esse fato não pode servir de subterfúgio para aproveitar a “deixa” e jogar pra fora jovens que querem estudar, mas estão com dificuldades reais. Pior é fazer isso sem que medidas pedagógicas concretas sejam adotadas pela instituição. Cadê o nosso papel educativo? Ele não deveria preceder o papel repressivo? Ou melhor, a educação não deveria substituir a repressão numa universidade?

A reitoria já declarou que vai recorrer da decisão judicial. A busca desenfreada, fria e calculista pela “excelência” agradece – se temos um problema… jogamos ele pela janela… Uma pena, o reitor e seus assessores poderiam parar para refletir antes de reafirmar sua postura. Desejamos que o Poder Judiciário ensine a UFRGS como defender a educação pública de qualidade…

Assim, deixo pública minha oposição à lógica implantada pela UFRGS e repasso o chamamento da Nair Silveira: professores, funcionários e estudantes, unidos contra a lógica repressiva, meritocrática e excludente!

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